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Brainwriting: uma técnica para expandir suas estratégias de marketing

Dos criadores do brainstorming, chegou também o brainwriting. Conheça as vantagens dessa técnica e saiba como aplicá-la!

Se você precisa gerar ideias criativas na sua agência, mas não se adaptou ao clássico método do brainstorming, o brainwriting pode ser a solução.

Sem dúvidas, pensar coletivamente para resolver um problema ou melhorar um processo é o melhor caminho para juntar a criatividade de várias pessoas e analisar a situação a partir de mais ângulos.

Por outro lado, esse tipo de discussão nem sempre funciona bem entre todas as equipes, já que exige que todos tomem a iniciativa de colocar suas ideias para jogo, correndo o risco de serem julgados por colegas de trabalho, o que nem sempre é algo agradável.

Além disso, quem nunca se perdeu discutindo um assunto e, quando se deu conta, já nem sabia mais o que estava sendo debatido inicialmente? Esse tipo de situação também é bastante natural, mas pode atrapalhar a busca por soluções.

Quer saber como o brainwriting pode ajudar a evitar esse tipo de situação? Continue a leitura!

O que é brainwriting?

Não tem jeito, problemas fazem parte da rotina de qualquer agência ou empresa.

É natural que eles ocorram, mas existem muitas maneiras de lidar com essas complicações e os métodos que procuram uma solução coletivamente tendem a apresentar os melhores resultados. Afinal, não é à toa que dizemos que “duas cabeças pensam melhor que uma”.

O brainwriting é um desses métodos que procura juntar ideias e sugestões criativas para resolver os problemas enfrentados pela agência, reunindo toda a inventividade da sua equipe para encontrar uma saída.

O processo é bem simples: as pessoas reunidas recebem um papel e são expostas a uma questão, um problema, um desafio da agência.

Então, nos próximos cinco minutos, elas deverão escrever no papel três ideias de como esse quadro pode ser solucionado. Ao fim dos cinco minutos, o papel é repassado para outro colega, que deve analisar as sugestões escritas e anotar mais três ideias a partir delas. 

Esse processo se repete até que complete seis rodadas. No fim do brainwriting, a equipe deve ter à sua disposição um grande volume de ideias a serem debatidas, para que encontrem as melhores soluções para o problema em questão.

Brainwriting x brainstorming: quais as principais diferenças?

Ao ter contato com o brainwriting pela primeira vez, é bastante comum que as pessoas se perguntem qual a diferença entre esse método e o brainstorming, que também se tornou parte da rotina de muitas equipes.

De modo geral, esses dois processos têm a mesma finalidade, já que servem para reunir pessoas e juntar ideias para solucionar um problema.

O que distingue esses métodos é a técnica utilizada em cada um deles: o brainstorming costuma acontecer por meio de uma discussão oral, enquanto o outro utiliza a escrita para registrar as ideias.

Algo comum em muitos ambientes de trabalho é que as pessoas tentem aplicar o método de discussão oral, já que ele é menos estruturado e pode parecer mais aberto à participação de todos.

No entanto, essa técnica pode não funcionar em equipes com membros mais introvertidos, que ainda não estejam acostumados a expor suas ideias para um grupo tão grande e, nesses casos, optar pelo brainwriting é uma ótima saída.

Vantagens dessa técnica

O brainstorming pode funcionar muito bem para algumas agências, mas cada local de trabalho possui suas particularidades, seja pela cultura empresarial que adotam ou mesmo pela personalidade das pessoas que participam desse espaço.

Assim, sempre vale a pena avaliar quais métodos são mais vantajosos para cada contexto e, no caso do brainwriting, a técnica pode trazer vários benefícios para o processo de juntar ideias e solucionar problemas.

Confira algumas das vantagens desse método:

É uma técnica colaborativa 

A colaboração entre os membros de uma equipe é parte importante do processo de encontrar meios para superar um problema da agência.

Essa é a premissa do brainstorming, mas nem sempre é o que acontece na prática. Em muitos casos, o debate acaba ganhando um clima de competição não muito saudável, como se cada colaborador precisasse superar os demais e oferecer a melhor ideia.

Quando isso ocorre, o processo perde seu propósito, já que muitas pessoas param de participar ativamente por medo de serem julgadas pelos colegas ou por acharem que não têm nenhuma boa sugestão para contribuir com a discussão.

O brainwriting prevê esse tipo de situação e propõe uma técnica na qual, ao serem debatidas em conjunto, as ideias permanecem anônimas, já que estarão escritas no papel sem qualquer tipo de identificação.

Dessa maneira, toda a equipe pode permanecer engajada na tarefa de pensar coletivamente em caminhos para a agência e não em se mostrar superior a outros profissionais.

Ao garantir a participação de todos, mesmo daqueles que são mais introvertidos, o processo garante que sejam geradas sugestões mais diversas, com diferentes perspectivas sobre o problema em questão, o que também ajuda a construir um debate muito mais rico.

Gera a otimização do tempo

No dia a dia do mercado de trabalho, não tem como negar: tempo é dinheiro, sim.

Muitas vezes, problemas surgem de forma repentina e precisam ser solucionados rapidamente para que não gerem prejuízos para a empresa, o que exige agilidade por parte da equipe.

Assim, uma das vantagens dessa técnica é que ela ajuda a otimizar o tempo de todos, a partir de uma metodologia bem estruturada em rodadas curtas, mas que proporcionam aos participantes um momento para focar em soluções.

Além disso, é importante lembrar que, nesse método, as ideias são geradas simultaneamente, com todos focados nessa tarefa. Esse é um jeito mais eficaz de estruturar o processo e se distingue do brainstorming, no qual é preciso aguardar que todas as pessoas exponham suas sugestões, uma de cada vez.

Prioriza a qualidade acima da quantidade

Quanto mais ideias forem geradas, maior é a probabilidade de que surjam boas sugestões para solucionar a questão proposta pela agência.

Ainda assim, de nada adianta apontar uma centena de caminhos se nenhum deles for viável ou eficaz o suficiente para cumprir o propósito de resolver um problema.

Por isso, a ação de registrar ideias por meio da escrita pode ajudar a filtrar algumas delas, já que escrever exige um pouco mais de reflexão do que simplesmente falar o que se pensa e, assim, o brainwriting consegue aliar qualidade e quantidade, fazendo a primeira se sobressair.

Em quais situações usar o brainwriting?

Em geral, nos referimos a essa técnica como um processo que busca solucionar um problema, mas sua aplicação pode ser bem mais ampla do que isso.

Há casos, por exemplo, em que a agência não está enfrentando uma complicação, mas apenas a necessidade de mudar um processo ou de desenvolver um novo tipo de serviço.

Assim, existem muitos contextos em que esse método pode ser aplicado, já que seus resultados apontam caminhos criativos e inovadores para lidar com diferentes tipos de situação. Confira alguns casos em que o brainwriting pode ser usado:

Quando há dificuldades de gerar novas ideias

Um dos problemas para encontrar formas de lidar com certas situações é que costumamos ficar muito presos ao que já conhecemos, às estratégias com as quais estamos familiarizados e, assim, fica difícil encontrar espaço para inovar.

Nesse sentido, aplicar técnicas como essa é um caminho para colocar a criatividade para funcionar e abrir um diálogo mais amplo com as pessoas da sua equipe, que podem oferecer perspectivas diferentes sobre um assunto que já parecia ter esgotado suas possibilidades.

Assim, esse se torna um momento para pensar em conjunto e aproveitar o olhar de pessoas diferentes para inovar nas soluções.

Na resolução de problemas complexos

Também é importante lembrar que alguns problemas serão mais complexos que outros.

Enquanto fazer o planejamento de marketing de um cliente novo pode ser um processo simples, ter que explorar uma nova plataforma ou encontrar ferramentas diferentes para colocá-lo em prática pode ser um desafio.

Assim, ao juntar todos para pensar sobre essas questões, fica mais fácil avaliar a situação enfrentada de diferentes ângulos, procurando compreender quais caminhos podem ser tomados para encontrar a melhor saída.

Além disso, é natural que pessoas diferentes carreguem consigo conhecimentos distintos, que podem ser mais úteis do que outros em determinadas situações.

Por exemplo, alguém mais antenado na criação de novas tecnologias pode contribuir mais com a resolução de alguns problemas do que um profissional que atua há mais tempo na área, e o diálogo entre esses membros da equipe é essencial.

Em situações que necessitam de ideias rápidas

Como mencionamos, a otimização do tempo é uma das grandes vantagens do brainwriting, já que ele permite gerar muitas boas ideias em uma reunião de duração bastante curta.

Nesse sentido, essa é uma ótima técnica para aplicar nos momentos em que a agência precisa de uma solução com rapidez, seja para resolver um problema repentino ou mudar a direção de alguma estratégia após uma análise de resultados da anterior, por exemplo.

Passos para aplicar a técnica

Agora que você já sabe tudo sobre as vantagens e usos desse método, só falta entender como aplicá-lo.

O processo é muito simples e tem poucas etapas, mas isso também exige que a pessoa responsável pela condução do brainwriting se mantenha atenta ao andamento dele e saiba como guiar todos os participantes em busca das ideias mais eficazes e viáveis possíveis.

Por isso, é essencial dedicar atenção a cada uma das etapas que estruturam esse método. Confira um passo a passo de como aplicar a técnica:

Reúna uma equipe diversificada

Em primeiro lugar, é preciso selecionar as pessoas que participarão dessa dinâmica, já que você pode optar tanto por incluir todos os membros da agência quanto por escolher aqueles que têm mais a contribuir com a discussão.

O ideal é que estejam envolvidos membros de diferentes equipes, para que a discussão se torne mais rica e reúna diferentes pontos de vista.

Juntar os profissionais responsáveis pelo copywriting e aqueles que atuam na parte visual da produção de conteúdos, por exemplo, pode dar origem a novas estratégias que utilizem o conhecimento de ambos os lados dessa conversa.

Caso não seja possível reunir todos, procure garantir que pelo menos alguns membros de cada equipe estejam presentes para dar sua opinião a respeito da situação.

Apresente o tema 

Depois de selecionar quem vão ser os participantes do brainwriting e colocar esse compromisso na agenda, chega a hora de dar início ao processo.

A pessoa responsável por conduzir a dinâmica deve apresentar o tema e fazer uma boa contextualização, para que todos entendam o objetivo da dinâmica.

Isso significa que é preciso realizar um estudo prévio e reunir as informações de que os participantes precisam para entender verdadeiramente a situação que pretendem solucionar.

Essas informações podem ser a descrição de personas e de público-alvo, um relatório das estratégias aplicadas anteriormente e a mensuração dos resultados obtidos por elas. Tudo depende do contexto em que o método está sendo aplicado e quais os objetivos que ele deve alcançar.

Delimite um período de tempo

Outro ponto importante para a aplicação dessa técnica é a estruturação do processo, já que ela serve justamente para criar um processo organizado de criação de ideias.

Isso envolve, por exemplo, estabelecer um tempo limite para cada rodada de escrita. Originalmente, são disponibilizados cinco minutos para que cada pessoa escreva três sugestões no papel, mas isso pode variar de uma realidade para a outra.

Nas primeiras rodadas, esse tempo pode ser um pouco mais longo, para que todos possam se acostumar com a dinâmica e também para que possam analisar com mais calma as ideias escritas no papel que receberam, para então dar continuidade ao processo.

A discussão, que acontecerá no final dessas rodadas de escrita, também deve ser delimitada e pode ser interessante definir um tempo máximo de fala para cada pessoa, de forma que todos possam dar sua opinião alternadamente.

Discuta e avalie as ideias obtidas

Depois de encerrar as rodadas de escrita, é hora de colocar as ideias obtidas em discussão.

Inicialmente, você pode anotar todas elas em um quadro, aproveitando para descartar aquelas que estiverem repetidas. Em seguida, leia as sugestões com a equipe e dê início ao debate.

Se escolher um método mais estruturado, você pode definir um tempo máximo de fala e anotar os nomes das pessoas que quiserem contribuir com a discussão. Essa é uma boa saída para os casos em que a discussão começa a ficar acalorada ou fugir do tema proposto.

Ao fim da discussão, você deve conseguir chegar à escolha de uma das ideias sugeridas. Caso os participantes não entrem em um consenso e você tenha mais de uma solução em mãos, também pode ser feita uma votação.

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