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Meta e Twitter compartilham recursos de segurança para áreas de conflito

Com o início da invasão russa na Ucrânia, gigantes da tecnologia começaram a oferecer dicas de segurança para usuários da região – porém, algumas das dicas também revelam limites sobre quais informações os usuários realmente podem controlar.

A Meta lançou uma ferramenta que permite que, com um clique, as pessoas na Ucrânia possam bloquear suas contas do Facebook, e montou um centro de operações especiais para rastrear a situação à medida que ela se desenrola:

1/ Em resposta ao conflito militar que se desenrola na Ucrânia, estabelecemos um Centro de Operações Especiais para responder em tempo real. É composta por especialistas (incluindo falantes nativos) para que possamos monitorar de perto a situação e agir o mais rápido possível.
2/ Ontem à noite, também tomamos medidas para ajudar as pessoas da região a se protegerem online. Lançamos um novo recurso na Ucrânia que permite que as pessoas bloqueiem seus perfis para fornecer uma camada extra de privacidade e segurança.

Além disso, Nick Clegg, VP de Assuntos Globais da empresa, acrescentou que medidas estão sendo tomadas “para combater a disseminação de desinformação e rotulando conteúdo de mídia controlada pelo Estado e conteúdo que os verificadores de fatos classificaram como falsos. E nossas equipes de segurança cibernética estão monitorando de perto as tentativas coordenadas de abuso de nossa plataforma. Esta é uma situação em rápida evolução e nossas equipes permanecem em alerta máximo”.

A equipe de segurança do Twitter twittou uma sequência de dicas em inglês e também ucraniano sobre como os usuários no país podem cobrir seus rastros digitais, o que pode ajudá-los a se manter seguros – o que inclui detalhes para excluir completamente suas contas:

Ao usar o Twitter em zonas de conflito ou outras áreas de alto risco, é importante estar ciente de como controlar sua conta e informações digitais.
Cada situação é diferente, então aqui estão algumas coisas a considerar:
[clique no tweet para ler a sequência]

A sequência de tweets explica como os usuários podem criar senhas mais fortes, implementar autenticação de dois fatores, tornar seus tweets privados, desativar as configurações de localização, dentre outros.

Porém, especialistas analisam que as dicas também expõe o pouco controle que os usuários realmente tem sobre suas informações, uma vez compartilhadas: “Se você ativou a localização do Tweet no passado e deseja desativá-lo/remover informações de localização de seus Tweets anteriores, você pode. Apenas saiba que excluí-lo no Twitter não garante que ele será removido de aplicativos de terceiros ou resultados de pesquisa externos”, diz uma dica. “Descubra se seus tweets são públicos ou protegidos – o que significa que eles são visíveis apenas para seus seguidores – e ajuste suas configurações de acordo. (Apenas saiba que proteger tweets não removerá seus seguidores antigos)” pode-se ler em outra.

Issie Lapowsky, principal correspondente da Protocol sobre interseção de tecnologia, política e assuntos nacionais, analisa: “o ataque da Rússia à Ucrânia está longe de ser a única guerra a acontecer nas plataformas de tecnologia dos EUA. Facebook, Twitter e YouTube se atrapalharam em conflitos na Síria, Mianmar e em outros lugares. Mas a invasão da Ucrânia pela Rússia pode ser a primeira a que os países ocidentais prestaram tanta atenção desde o início. Isso aumenta a pressão sobre essas empresas para acertar as coisas, desde a maneira como moderam a desinformação sem distorcer o registro histórico até a maneira como protegem as informações do usuário, para que a vida digital das pessoas não coloque suas vidas reais em risco”.

 

Fonte: Protocol e Metro

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