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Shorts do YouTube chegaram a 30 bilhões de visualizações diárias e plataforma testa anúncios

O Google confirmou que está fazendo testes iniciais de anúncios entre os clipes do YouTube Shorts, seu feed de vídeos curtos. A empresa anunciou isso ao divulgar seu relatório de ganhos do primeiro trimestre de 2022, que mostra que os Shorts estão agora com uma média de mais de 30 bilhões de visualizações diárias. Esse número é expressivo, ainda mais que em fevereiro o YouTube havia relatado ter chego a 5 trilhões de visualizações de Shorts em todos os tempos.

Isso é um bom sinal, mas também um tanto complicado para a plataforma, já que mais tempo nos Shorts, que ainda não são monetizados, significa menos tempo assistindo a vídeos regulares no YouTube, que são rentáveis. É por isso que anúncios nos Shorts são uma consideração importante – inclusive, o Google observou isso em sua call de resultados, dizendo que estava “enfrentando um leve vento contrário ao crescimento da receita”, à medida que a proporção de visualização de Shorts cresce em relação ao tempo total do usuário no YouTube.

Então, é claro que o YouTube sabe que precisa monetizar os Shorts rapidamente, e que estabelecer novos caminhos para criadores maximizarem seu potencial de ganhos é fundamental. Afinal, o formato de anúncios padrão na plataforma (antes e no meio dos vídeos) não funciona para clipes curtos – a monetização desse formato ainda é um desafio que TikTok, Instagram, Snapchat também estão trabalhando para resolver.

Andrew Hutchinson, do Social Media Today, analisa que “se essas plataformas não puderem estabelecer caminhos de receita sólidos para suas principais estrelas, eventualmente, assim como aconteceu com o Vine, esses principais criadores gravitarão em torno das plataformas que oferecem acordos de financiamento mais estáveis ​​e lucrativos. O que inevitavelmente os levará ao YouTube de qualquer maneira, que paga bilhões todos os anos aos criadores por meio de seu Programa de Parcerias do YouTube”.

Ainda existe a ideia de que, mesmo que anúncios diretamente nos vídeos curtos não sejam tão rentáveis, o Shorts pode atuar como uma forma de promover o feed principal do YouTube, onde se ganha dinheiro realmente (como muitos YouTubers já têm feito, inclusive). Para Hutchinson, isso faz com que a plataforma se destaque como maior desafio até para o TikTok, já que já existe “uma enorme quantidade de novas vozes que agora estão sendo pagas pelo YouTube por seu conteúdo de Shorts, e se o YouTube puder estabelecer um caminho mais claro para receber mais deles, com mais frequência, isso inevitavelmente os levará a manter o YouTube como sua plataforma principal de escolha”.

Bom, fato é que, por enquanto, nenhuma plataforma de vídeos curtos descobriu a fórmula ideal de pagar criadores de conteúdo. O YouTube possui um sistema mais avançado para pagamento de criadores, por isso fica agora a expectativa de como vai avançar nessa questão.

 

Fonte: Social Media Today

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