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Telegram removeu centenas de canais por incitarem a violência

“Na semana passada, nossos moderadores bloquearam e encerraram centenas de chamadas públicas de violência que, de outra forma, poderiam ter atingido dezenas de milhares de assinantes. A equipe continua processando relatórios de usuários, além de remover proativamente o conteúdo que incita diretamente a violência”.

O fundador do Telegram, Pavel Durov, através de uma postagem pública na plataforma, enfatizou o compromisso do serviço de proibir discursos que incitem ativamente a violência. “O Telegram aceita debates e protestos pacíficos, mas nossos Termos de Serviço proíbem explicitamente a distribuição de chamadas públicas à violência […] Os movimentos civis em todo o mundo confiam no Telegram para defender os direitos humanos sem recorrer a infligir danos”.

O risco repentino de violência política nos Estados Unidos colocou uma pressão sem precedentes sobre os serviços, que não conseguem moderar as ameaças violentas. A exemplo, o Parler se tornou inacessível por não remover conteúdos que, de acordo com a Amazon (que fazia o serviço de hospedagem), “claramente incentivam e incitam a violência”. Apple e Google removeram o aplicativo de suas lojas.

E é também com essa linha de pensamento que, apesar dos esforços do Telegram para remover conteúdo ligado a violência, a plataforma está agora em meio a um processo da Coalition for a Safer Web, que entrou com ação judicial contra a Apple, nos Estados Unidos, exigindo a remoção imediata do Telegram da App Store. De acordo com o grupo, o app de mensagens tem sido usado para coordenar e incitar atos de violência, além ter uma grande presença de grupos racistas e antissemitas agindo livremente no serviço – e para eles, a Apple não está tomando nenhuma providência para moderar as comunicações feitas através do Telegram.

A organização sem fins lucrativos, que atua em busca de uma “internet mais segura”, quer que novos downloads do aplicativo sejam proibidos até o alinhamento dele com os termos de uso da App Store, além de indenizações compensatórias não especificadas. Tanto a Apple quanto o Telegram ainda não comentaram o assunto.

 

Fontes: The Verge, IstoÉ Dinheiro, TecMundo

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