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Threads não recomendará conteúdo político

A Meta comunicou que não “recomendará proativamente conteúdo político de contas que você não segue” no Threads. De forma prática, isso significa que os usuários do Threads poderão seguir contas que postam conteúdo político, mas o algoritmo que sugere conteúdo de perfis que os usuários não seguem, não recomendará contas que postem sobre política.

A liderança da Threads já havia dito que a plataforma não queria encorajar notícias duras ou política em sua plataforma, mas não havia estabelecido as medidas práticas para atingir esse objetivo. O definição vem num momento de extrema importância, já que 2024 será um ano de muitas eleições ao redor do mundo, inclusive com a eleição de presidente dos Estados Unidos.

Usuários que postam conteúdo político poderão verificar o status de sua conta, para ver se postaram muito conteúdo e se são elegíveis para recomendação. Se desejarem ser recomendados, “eles podem editar ou remover postagens recentes, solicitar uma revisão se discordarem de nossa decisão ou parar de postar esse tipo de conteúdo por um período de tempo, para serem elegíveis para serem recomendados novamente”, disse a Meta.

Apesar da plataforma optar por não recomendar, os usuários ainda terão uma opção que lhes permite aceitar recomendações políticas.

Vale ressaltar que as políticas do Threads são as mesmas que a Meta utiliza atualmente para regular o conteúdo político também no Instagram e Facebook, então elas vão se complementando, mostrando como a Meta como empresa vai lidar com o conteúdo político à medida que as eleições se aproximam. Inclusive, a opção de aceitar recomendações políticas chega primeiro no Threads e no Instagram e depois no Facebook, em data não especificada.

As medidas surgem após a pressão que a Meta tem enfrentado em torno do papel que suas plataformas desempenham na disseminação de erros e desinformação, principalmente nas eleições norte americanas de 2016 e 2020.

A Meta diz que implementará a nova política lentamente, “para acertar” (também no Instagram).

 

Fonte: Axios

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