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WeChat interrompe operações na Índia e mais 47 apps chineses são banidos do país

O WeChat, a plataforma de mensagens e mídias sociais multiuso, administrada pela Tencent Holdings, oficialmente interrompeu suas operações na Índia, após ser banido junto com outros 58 aplicativos chineses, em meio a crescentes tensões geopolíticas entre as duas maiores economias da Ásia – acusados de estar “envolvidos em atividades prejudiciais à soberania e integridade da Índia, defesa da Índia, segurança do estado e ordem pública”.

Um aviso, enviado pelo aplicativo aos usuários indianos bloqueados, dizia: “De acordo com a lei indiana, não podemos oferecer o WeChat no momento. Valorizamos cada um de nossos usuários, e a segurança e a privacidade dos dados são de extrema importância para nós”. “Estamos trabalhando com autoridades relevantes e esperamos poder retomar o serviço no futuro.”

No ano passado, uma pesquisa realizada pela empresa de pesquisa GlobalWebIndex, mostrou que cerca de 23% dos usuários de internet na Índia usavam o WeChat, sendo que no final de janeiro a Índia tinha 687,6 milhões de usuários de internet.

Pelo menos 10 outros aplicativos da Tencent estão também na lista dos apps proibidos pelo governo indiano, incluindo QQ Mail, QQ Music e a plataforma de vídeos curtos Kwai. O TikTok, da chinesa ByteDance, que tinha cerca de 200 milhões de assinantes indianos, também já interrompeu seu serviço no segundo país mais populoso do mundo.

Na segunda-feira a Índia baniu mais 47 aplicativos chineses, que eram principalmente clones ou variantes de serviços como o TikTok. O país ainda anunciou que está estudando um total de 275 apps da China, com a possibilidade de bani-los se o governo não gostar do que encontrar. Entre os aplicativos sendo analisados estão alguns bem populares, como PUBG Mobile, que já foi o game mais jogado no mundo, e a loja AliExpress.

A Índia não é o único país que está tomando atitudes contra aplicativos chineses. Na semana passada, o Paquistão emitiu um aviso final ao TikTok, citando reclamações sobre “conteúdo imoral” e no início do mês também proibiu temporariamente o PUBG, dizendo que também havia recebido reclamações de que o jogo era “viciante, [um] desperdício de tempo e apresenta sério impacto negativo na saúde física e psicológica das crianças”. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, também disse que “certamente” estão considerando proibir o TikTok por questões de privacidade e segurança nacional e um dia depois, o presidente Trump disse que estava pensando em proibir o TikTok como um meio de punir a China pelo surto da pandemia de coronavírus.

Fontes: South China Morning Post, Business Insider e India Today

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