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Zuckerberg mantém sua posição sobre manter posts do Trump no Facebook (e um resumo dessa polêmica)

Você já deve ter lido ou ouvido a respeito da polêmica que está rolando entre o Trump e as plataformas de redes sociais. Alguns comentários do presidente dos Estados Unidos foram escondidos no Twitter, atrás de um aviso de verificação de fatos e conteúdo. No foco está sua declaração de quando o saque começa, o tiroteio começa”, por glorificar a violência. Porém, no Facebook, onde o presidente postou as mesmas declarações, o CEO, Mark Zuckerberg, disse que elas não serão moderadas.

Além do conteúdo do post já ser polêmico por si, a decisão do Twitter, de agir, fez com que mais funcionários do Facebook expressassem suas preocupações sobre a abordagem da empresa, se recusando a trabalhar na segunda-feira em protesto e publicando suas críticas no Twitter – o que, até então, não fez o CEO desistir de sua decisão de não moderar as recentes e controversas mensagens do presidente Donald Trump no Facebook.

O argumento base para manter os posts se faz no discurso a favor da liberdade de expressão, e também que mensagens postadas por líderes mundiais são dignas de notícia e são de interesse público.

Ontem Zuckerberg fez uma reunião virtual com seus funcionários e disse que sua decisão foi muito difícil, mas que o processo de decisão “foi bastante completo”, de acordo com o The New York Times. Ele acredita que o certo no momento é manter as palavras de Trump no Facebook: “Eu sabia que teria que separar minha opinião pessoal”. “Sabendo que quando tomamos essa decisão, ela iria chatear muitas pessoas dentro da empresa, e as críticas da mídia que receberíamos“.

Mas essa reunião de terça-feira não parece ter acalmado os conflitos dentro da empresa – um funcionário inclusive postou no Twitter, durante a conferência: “Está claro hoje que a liderança se recusa a ficar conosco“. Um engenheiro de software renunciou, criticando a empresa por suas políticas: “Não suporto a contínua recusa do Facebook em agir sobre as preconceituosas mensagens do presidente, que visam radicalizar o público americano. Estou com medo do meu país e estou vendo minha empresa não fazer nada para desafiar o cada vez mais perigoso status quo“.

Em alguns aspectos, o Facebook procura aliviar a pressão sobre decisões como esta, implementando um Conselho de Supervisão de Conteúdo, independente, para revisar suas posições, mas mesmo assim, esse conselho não tem poder definitivo, e a empresa ainda pode anular suas decisões, quando ele finalmente entrar em operação. Isso significa que a palavra final ainda vai ser da equipe de executivos do Facebook (em última análise, Mark Zuckerberg) e no momento, todos os sinais sugerem essa será a decisão final sobre a posição dele ao discurso político.

Fontes: The New York Times, Digital Trends e Social Media Today

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